PAYASSU-O VERBO DO PAI GRANDE”, Igreja de S. Vítor, 6 e 7 de novembro”

Para apreciar o “Payassu”,

          deixem a escola e vão a um espaço de silêncio e recolhimento,

        deixem o convencional e ousem o inesperado.

 

Mas levem um auditório que, com a sua sensibilidade estética

 e o seu espírito crítico, saiba reconhecer a atualidade e a beleza do texto.

 

E deixem-se envolver pela palavra do Pai Grande,

pela sobriedade discretamente exuberante da performance.

Um ator, um espetáculo, um palco,

a singularidade do olhar,

o gesto oportuno e apelativo,

 enfim, um harmonioso delectare.

 

Marcelo pregava e o público ouvia e refletia.

E porque tanto entusiasmou, “por isso deu tamanho brado”.

 

No final, agradeçam com o coração de quem se deixou salgar e não deixem de aplaudir o Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde que, com este trabalho, nos ajuda, a nós, professores, no ofício de sal.

 

Amélia Pereira, professora de português